A segunda onda: Onde erramos?

Por Andrés Calil em 30 de Novembro/2020 às 06:32

No início de novembro escrevemos esta matéria analisando a situação do coronavírus no Brasil. Em nossa análise, reduzíamos a probabilidade de uma segunda onda a quase zero, porém uma nova variável, com a qual nós não contávamos, entrou no jogo.

Como funciona a imunidade ao vírus?

Quando uma pessoa é contaminada, seu corpo começa uma luta contra o vírus. Ao longo das semanas após a infecção o corpo tenta adaptar suas defesas ao atacante, e com isso ele desenvolve os anticorpos necessários para a destruição do vírus.

Existem casos em que, uma vez que o corpo tenha desenvolvido anticorpos, a pessoa nunca mais estará suscetível àquela doença específica. Infelizmente a maioria das gripes não segue esse padrão, então após algum tempo a pessoa volta a ficar suscetível.

A questão que tirava o sono dos cientistas era: Em quanto tempo uma pessoa imunizada pelo novo coronavírus volta a ser suscetível? Talvez estejamos chegando a essa resposta.

Casos de reinfecção e a segunda onda

Somando o depoimento de uma fisioterapeuta e uma enfermeira - e, entenda, depoimentos podem ser falhos - que trabalham em dois hospitais diferentes da cidade de São Paulo - e, novamente, é uma amostragem muito pequena para se definir como verdade absoluta - cerca de metade dos novos casos são de reinfecção.

Em outras palavras, pessoas que se contaminaram com o vírus no primeiro semestre e se consideravam curadas estão voltando aos hospitais e testando positivo pela segunda vez.

Foi exatamente essa a variável que deixamos passar em nossa primeira análise. Acreditava-se que levaria pelo menos um ano para que aquelas pessoas que foram curadas pudessem voltar a se infectar, mas a realidade parece ser mais cruel do que isso.

Então o que fazer?

O primeiro ponto é: Continue com os cuidados básicos: Utilize máscara, lave constantemente suas mãos, utilize álcool em gel e evite aglomerações.

O segundo ponto é, aumente sua imunidade. Segundo a fisioterapeuta com quem conversamos, é muito comum ver casos onde, por exemplo, um marido é infectado e sua esposa não. Eles dormem juntos, se beijam, bebem no mesmo copo mas um dos dois não contrai a doença. E não estamos falando da pessoa ser assintomática, ele realmente não a contrai, dando negativo em exames.

Alguns médicos acreditam que a imunidade corporal é o motivo disso. Então se você quer reduzir suas chances de ficar doente, melhore sua alimentação. Coma alimentos mais ricos em vitaminas e minerais (salada com cores variadas é um bom caminho) e reduza o consumo de açúcar.

Esse site (clique aqui) tem uma lista de alimentos que auxiliam a aumentar sua imunidade.

Outro fator essencial é, faça atividades físicas: Segundo pesquisas, pessoas que fazem exercícios regularmente tem 34% menos chances de serem internadas.


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