Lâmpadas elétricas no antigo Egito?

Por Andrés Calil em 11 de Novembro/2020 às 19:04

Nossa história começa no Complexo de Dendera, uma área de 40.000 metros quadrados repletos de templos antigos que foram utilizados entre 2250 a.C. e 350 a.C. pelos antigos egípcios.

Cada templo é coberto de escrituras que falam dos mais variados temas, de trajetórias de dinastias até arquitetura antiga. Entre os milhares de hieróglifos presentes na região, uma misteriosa imagem, que ficou posteriormente conhecida como a Lâmpada de Dendera, se destacou:

A interpretação tradicional diz que a imagem representa um pilar com uma flor de lótus gerando uma serpente. Essa teoria bate com diversos aspectos da mitologia egípcia, porém ninguém pode negar que existem muitas similaridades entre o objeto desenhado  e uma lâmpada convencional.

A teoria, vista até com certo humor por arqueólogos, não poderia ganhar força por um motivo muito simples: De que serve uma lâmpada se eu não tenho eletricidade? Nesse momento entram... 

As Baterias de Bagdá

Datada de 250 a.C., as baterias foram encontradas a muitos quilômetros do Egito, mas indicam que o ser humano possuía algum conhecimento sobre eletricidade muito antes de Benjamin Franklin empinar sua pipa na chuva.

O objeto consiste basicamente em um vaso de barro com um cilindro de cobre interno. Se você enche o vaso com qualquer substância ácida, como o vinagre, e ele passa a gerar eletricidade. Não é muita coisa, apenas 1.1 volts, mas ainda assim, eletricidade.

Então vem a pergunta, por quê os antigos povos construíam baterias? Algum conhecimento perdido da utilidade delas deveria existir.

De volta à Lâmpada de Dendera

Com o surgimento das baterias, a teoria da lâmpada ganharia força o suficiente para ser levada a sério. Uma outra peça que completa o quebra-cabeças egípcio parte de um antigo mistério sobre suas construções: A iluminação.

Ao contrário dos filmes, os templos egípcios não possuem em suas paredes suportes para lampiões ou tochas. Além disso, muitos deles possuem túneis tão longos e profundos que a iluminação através de fogo queimaria oxigênio demais para se manter sustentável.

Se você une os três fatores: O desenho da lâmpada, a existência da bateria e a necessidade de iluminação não derivada de fogo, tudo parece muito real.

E para completar, no Parque dos Mistérios da Suíça há uma réplica da Lâmpada de Dendera abastecida com três baterias de Bagdá. Obviamente todas as peças foram construídas nos tempos modernos, porém, utilizando apenas os recursos da época e, para a surpresa geral, ela funciona!

Por último, vale lembrar que a maioria dos arqueólogos não acredita nessa teoria, sendo ela considerada por muitos mais como um conto divertido do que um fato histórico. Mas as peças parecem se encaixar, não?

E você? O que acha?


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